Ainda buscando soluções para os conflitos subjetivos que
venho enfrentando, em especial aos que dizem respeito a cada paradigma superado
por minhas reflexões, percebo os fios brancos de cabelos espalhados pelo corpo,
que vão denunciando o preço do tempo e das soluções encontradas... Na leitura
obrigatória para a próxima aula do mestrado um certo conforto efêmero, merece
esta reflexão que reparto com vocês neste texto.
A leitura traduz o ponto de vista de um autor, filósofo e
professor francês, chamado Michael Foucault sobre uma arte barroca do pintor espanhol
Diego Velásquez datada de 1656, titulada “As Meninas”. O quadro pode facilmente
ser encontrado na internet por ser inegavelmente uma grande arte que como
demonstra Foucault, marca a ruptura de um tempo, nesse caso, promove o início
de uma era, a Modernidade, vista pela arte.
Sem querer aprofundar nos detalhes das obras (quadro e livro), pois muitos
caminhos são possíveis de análises, um detalhe do impacto da arte em Foucault rendeu
inspiração para o autor escrever o livro leva o título deste texto “As palavras
e as coisas”. Importante orientar que não buscarei apresentar um resumo ou
resenha do mesmo, mas em parte, socializar seus impactos em mim. Encontrei nas primeiras
páginas ingrediente suficiente para superar algumas barreiras em meu limitado
olhar para a vida.
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| Entre reflexões, pesquisa e o texto.. |
Fico espantado como tem pessoas que à frente de seu tempo, conseguem
traduzir em textos (livros), coisas óbvias, que seu tempo é incapaz de
compreender... Pois bem, entendo que
esse cara supracitado é indubitavelmente, uma destas pessoas, outlier por essência
que não podem passar despercebido perante a razão e o saber, e hoje décadas à
frente de seu tempo é capaz de revelar determinados conflitos e desatar
complexos nós ideológicos com sua mente perniciosa. Sem dúvidas, Foucault é uma
das mais dependentes drogas desse século, que tem me rendido dias de
alucinações com sua nociva forma ler o mundo, que revela os paradoxos mais
ocultos, bem com ajuda desvendar os mistérios mais profundos sobre os efeitos da
vida no meu dia-a-dia... Percebo sua capacidade de me jogar para fora do meu
mundo e de me colocar no tempo, em um lugar que soluções são capazes, mesmo
quando o cansaço mental nos faz simples mente querer desistir... Viciado em seu
próprio mau, Foucault precocemente deixou o mundo 5 (cinco) messes depois de
meu nascimento em 1984... Como queria tê-lo conhecido!!!
Ao som da 13⁰ música do CD “Acervo Especial” de
Sandra de Sá, percebo que meus pensamentos tem adquirido raízes, e se
fundamentam a cada ruptura... Entre as várias filosofias e “verdades” trazidas
na música, duas se destacam... “A gente se arrepende só do que não faz” e “Nesse
mundo a gente leva, só o que viveu ”...
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| Drogas importantes... |
Foucault e Sandra de Sá me despertaram para algo que ganha grandioso
em minhas reflexões... “Os conceitos são importantes e precisam ser superados,
sempre. Eles dizem respeito a um tempo determinado; e como a vida se desafia
dialeticamente a cada instante, segundo, minuto, hora, dia, ano, década ou
século, os conceitos precisam ser (re)significado a cada superação”...
Parece que me encontro menos angustiado depois desses
últimos tempos, por isso vou largar esse computador e curtir o final de semana
da forma como tinha me prometido fazer rsrsrsrsrsrsrs... Se isso for
possível...
Palavras e Coisas são importantes subterfúgios que
encontramos e usamos, para superar nossas carências, solidão entre outras
deficiências, por isso é importante e fundamental conceituarmo-las no tempo,
pois também dizem respeito sobre nós e sobre o nosso momento, e sobre o que
estamos tornando...


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