sábado, 10 de março de 2012

As Palavras e as Coisas...


Ainda buscando soluções para os conflitos subjetivos que venho enfrentando, em especial aos que dizem respeito a cada paradigma superado por minhas reflexões, percebo os fios brancos de cabelos espalhados pelo corpo, que vão denunciando o preço do tempo e das soluções encontradas... Na leitura obrigatória para a próxima aula do mestrado um certo conforto efêmero, merece esta reflexão que reparto com vocês neste texto.

A leitura traduz o ponto de vista de um autor, filósofo e professor francês, chamado Michael Foucault sobre uma arte barroca do pintor espanhol Diego Velásquez datada de 1656, titulada “As Meninas”. O quadro pode facilmente ser encontrado na internet por ser inegavelmente uma grande arte que como demonstra Foucault, marca a ruptura de um tempo, nesse caso, promove o início de uma era, a Modernidade, vista pela arte.  Sem querer aprofundar nos detalhes das obras (quadro e livro), pois muitos caminhos são possíveis de análises, um detalhe do impacto da arte em Foucault rendeu inspiração para o autor escrever o livro leva o título deste texto “As palavras e as coisas”. Importante orientar que não buscarei apresentar um resumo ou resenha do mesmo, mas em parte, socializar seus impactos em mim. Encontrei nas primeiras páginas ingrediente suficiente para superar algumas barreiras em meu limitado olhar para a vida.

Entre reflexões, pesquisa e o texto..

Fico espantado como tem pessoas que à frente de seu tempo, conseguem traduzir em textos (livros), coisas óbvias, que seu tempo é incapaz de compreender...  Pois bem, entendo que esse cara supracitado é indubitavelmente, uma destas pessoas, outlier por essência que não podem passar despercebido perante a razão e o saber, e hoje décadas à frente de seu tempo é capaz de revelar determinados conflitos e desatar complexos nós ideológicos com sua mente perniciosa. Sem dúvidas, Foucault é uma das mais dependentes drogas desse século, que tem me rendido dias de alucinações com sua nociva forma ler o mundo, que revela os paradoxos mais ocultos, bem com ajuda desvendar os mistérios mais profundos sobre os efeitos da vida no meu dia-a-dia... Percebo sua capacidade de me jogar para fora do meu mundo e de me colocar no tempo, em um lugar que soluções são capazes, mesmo quando o cansaço mental nos faz simples mente querer desistir... Viciado em seu próprio mau, Foucault precocemente deixou o mundo 5 (cinco) messes depois de meu nascimento em 1984... Como queria tê-lo conhecido!!!

Ao som da 13⁰ música do CD “Acervo Especial” de Sandra de Sá, percebo que meus pensamentos tem adquirido raízes, e se fundamentam a cada ruptura... Entre as várias filosofias e “verdades” trazidas na música, duas se destacam... “A gente se arrepende só do que não faz” e “Nesse mundo a gente leva, só o que viveu ”...

Drogas importantes...

Foucault e Sandra de Sá me despertaram para algo que ganha grandioso em minhas reflexões... “Os conceitos são importantes e precisam ser superados, sempre. Eles dizem respeito a um tempo determinado; e como a vida se desafia dialeticamente a cada instante, segundo, minuto, hora, dia, ano, década ou século, os conceitos precisam ser (re)significado a cada superação”...

Parece que me encontro menos angustiado depois desses últimos tempos, por isso vou largar esse computador e curtir o final de semana da forma como tinha me prometido fazer rsrsrsrsrsrsrs... Se isso for possível...

Palavras e Coisas são importantes subterfúgios que encontramos e usamos, para superar nossas carências, solidão entre outras deficiências, por isso é importante e fundamental conceituarmo-las no tempo, pois também dizem respeito sobre nós e sobre o nosso momento, e sobre o que estamos tornando... 

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