Ela chega
e analisa
Faz o
raio X do ambiente
Percebe
olhares e sorrisos
Encontra
belezas
E
elementares intenções
Percebe a
preto
Percebe o
pardo
Percebe a
branco
Para onde
ir?
Adora o
sorriso
Encanta-se
com o aroma
É
seduzida pela voz
Mas busca
reciprocidade
De cá ela
De lá
eles
Afasta-se
E o
flerte começa
Lança
olhares
Fotografa
Percebe a
espessura dos lábios
Imagina-os
beijos
Imagina-os
toques
Imagina-os
na cama
Tomada
Domada
Realizada
Reciprocidada
Ele
percebe que ela o olha
E já a
deseja
Os
olhares dialogam
A
aproximação é inevitável
No
compasso da música
Ela se
aproxima
E ele a
convida
Ele toca
a pele dela
Como se
estivesse nua
Ela se
ajeita
E se
lança na sedução
Ambos acendem
Com o doce cheiro da respiração
Ambos acendem
Com o doce cheiro da respiração
Ele fala
Ela
sorrir
Ela
tenta
Ele
esquiva
Eles perseguem
Lutam
Ela a
quer
E ele
mais ainda
A música
no final
Os passos
ficam lentos
As
armaduras caem
Os
olhares se comunicam
E a fusão acontece...
Flerte = constatação intraduzível em sentimentos separados uns dos outros... saber-se como larva transmuta em crisálida... esquecer-se de tudo para, enfim, começar a saber...
ResponderExcluirPara reciprocidar...
Os olhos que anunciam
O meu descobrimento
Conquistam estrelas
Bem no meu firmamento
Na órbita de um flerte
Perdidamente
A trajetória é uma
Atração permanente
Não há como fugir
Não dá pra ter sossego
Por um instante
Tudo é um segredo
Olhar cruzando olhar
E um querer ardente
Lá dentro a disparar
O coração da gente
Negros olhos da noite
Claros verdes da mata
Castanhos de rio
Cristalino céu
E esse azul que arrebata
[João Bosco - O Flerte]