Somos par
Dois
demais para sermos um
Um de
menos pra determinar
Se há
certar
Você daí
Eu de cá
Sempre há
Quando há
Quando há
Duas, quatro,
seis vezes
Oito
até
Se bobeiar
Se bobeiar
Somos
só nós
Que é sempre mais que dois
Que é sempre mais que dois
Com universo entre pernas
O mundo
na janela
Que
observamos passar
Pensamentos
e fantasias
Força e
confusão
Medo de
nus sermos
Assim
como somos
Nenhum
Nem dois
Nem três
Talvez
de quatro
Nossa equação
Nossa equação
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ResponderExcluirMeraki
ResponderExcluirQuando o imprevisto acontece,
metades se encaixam?
inteiros se completam
E se (re)encontram
e se reinventam
e se reinscrevem
e se recomeçam
Didática do corpo,
subversão metafísica:
ao mesmo tempo
ocupam o mesmo espaço
Mais consequência da solidez
do que a própria solidez
dispensam palavras:
mais fundamentais que o corpo,
elas lhes são - agora - o próprio corpo
Redimidos
abraçados
alinhados
enredados
Desejam com constância
a constância do desejo
reprisam os bastidores ao espelho
tragam-se como se fossem leves
corpo mais lado da fraqueza
Intercâmbio de palpitações
Bate e para
cessa e volta
fotografam o ar
no átimo em que a dispersão
atravessa o suspiro
Cúmplices
No silêncio persuasivo
hesitante e excitante
sugados como pólen
soprados como brasa
recolhidos como paz
...