segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Número 4



Somos par
Dois demais para sermos um
Um de menos pra determinar
Se há certar

Você daí
Eu de cá
Sempre há 
Quando há

Duas, quatro, 
seis vezes
Oito até
Se bobeiar

Somos só nós
Que é sempre mais que dois
Com universo entre pernas
O mundo na janela
Que observamos passar

Pensamentos e fantasias
Força e confusão
Medo de nus sermos
Assim como somos

Nenhum
Nem dois
Nem três
Talvez de quatro
Nossa equação

2 comentários:

  1. http://www.eusoqueriaumcafe.com/2012/10/mais-amores-diretos-menos-indiretas.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+eusoqueriaumcafe+%28%22Eu+s%C3%B3+queria+um+caf%C3%A9...%22%29

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  2. Meraki

    Quando o imprevisto acontece,
    metades se encaixam?
    inteiros se completam

    E se (re)encontram
    e se reinventam
    e se reinscrevem
    e se recomeçam

    Didática do corpo,
    subversão metafísica:
    ao mesmo tempo
    ocupam o mesmo espaço

    Mais consequência da solidez
    do que a própria solidez
    dispensam palavras:
    mais fundamentais que o corpo,
    elas lhes são - agora - o próprio corpo

    Redimidos
    abraçados
    alinhados
    enredados

    Desejam com constância
    a constância do desejo
    reprisam os bastidores ao espelho
    tragam-se como se fossem leves
    corpo mais lado da fraqueza

    Intercâmbio de palpitações

    Bate e para
    cessa e volta
    fotografam o ar
    no átimo em que a dispersão
    atravessa o suspiro

    Cúmplices

    No silêncio persuasivo
    hesitante e excitante
    sugados como pólen
    soprados como brasa
    recolhidos como paz

    ...

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