Aqui neste fundo lugar
Defronto com idéias minhas
E outras que querem me moldar
No silêncio desperta descobrir-me
No isolamento o medo de perder-me
Aspectos de tempos que me abraçam
E abarcam a subjetividade do meu ser
Privilégio de poucos
Quando posso calar-me
E descubro no tempo dado a mim
Para daí construir novos mundos
Novos saberes
Novos olhares
Insurgir contra normalidades
Contestar hegemonias
Abalar o status quo
Descolonizar minha mente ocupada
Superar a solidão com reflexão
Encontrar a estrutura necessária
Para continuar os passos
Preto...
ResponderExcluirÉ nosso mestre Rosa quem nos ensina que "viver é um rasgar-se e remendar-se", porque "as coisas mudam no devagar depressa dos tempos".
Ao retomar ontem um blog que eu havia deixado há algum tempo pareceu-me que quando somos nós o tema, a narrativa se torna uma experiência mais silenciadora que comunicável; porque ao realizar-se inédita e inaugural, ultrapassa a construção poética para ser também exercício filosófico, reflexão...
E então, Rosa nos ensina que "o silêncio é a gente mesmo, demais". O sertão que ele nos diz ser dentro de nós é um infinito particular que, especialmente em momentos como este da sua poesia, a gente experimenta sondar, decifrar e conhecer em infinitude, porque também conhecemos aí o outro nome do sertão: travessia.
Escutar esse silêncio é decifrar nossa neblina, afinal, "cada um tem a sua hora e a sua vez: você há de ter a sua"...
Beijos meus,
I.