sábado, 8 de setembro de 2012

Trilhando o Processo

Mais uma vez o retorno
Comigo, levo outro
Outros espero encontrar

De cá ansiedade

De lá a noção das metamorfoses

O que sou no processo
Dispensa o que sobra

No tempo
Saudades
Nos medos
A convicção das mudanças


A proximidade
Rompe com o silêncio 

Segundos tardam passar
A cada que vai
A pressão intensifica no próximo chega
Dialético


O medo de ser
Aproxima e ver

Eu, em retornos e contornos

Defronte com quem não mais sou


Ei de revelar
Ei de ocultar
Ei de amar
Como nunca fui
Como hoje sou

Um comentário:

  1. Viver no mundo é um constante desafio. Principalmente, porque revela o "jogo" de expectativas: Esperamos mudar, esperamos que mudem. Esperamos permanecer, esperamos que continuem iguais. Sempre seremos dois, um que era e outro que está sendo, mas que nem sempre será, aí dependerá das circunstâncias da vida.
    Quando, enfim, entendermos esses processos, a dor da mudança ou da permanência se findará, porque compreenderemos que isso é inevitável.
    Laços vão se cortar, outros vão se unir, e ainda bem que a vida é assim: essa eterna gama de possibilidades.
    A questão principal é saber se estamos sendo quem queríamos ou quem estamos querendo ser e se estamos com quem gostaríamos de estar. O resto é vida e para ser vivida exige os riscos e desafios de nela estar.

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