Mais uma vez o retorno
Comigo, levo outro
Outros espero encontrar
De cá ansiedade
De lá a noção das metamorfoses
O que sou no processo
Dispensa o que sobra
No tempo
Saudades
Nos medos
A convicção das mudanças
A proximidade
Rompe com o silêncio
Segundos tardam passar
A cada que vai
A pressão intensifica no próximo chega
Dialético
O medo de ser
Aproxima e ver
Eu, em retornos e contornos
Defronte com quem não mais sou
Ei de revelar
Ei de ocultar
Ei de amar
Como nunca fui
Como hoje sou
Viver no mundo é um constante desafio. Principalmente, porque revela o "jogo" de expectativas: Esperamos mudar, esperamos que mudem. Esperamos permanecer, esperamos que continuem iguais. Sempre seremos dois, um que era e outro que está sendo, mas que nem sempre será, aí dependerá das circunstâncias da vida.
ResponderExcluirQuando, enfim, entendermos esses processos, a dor da mudança ou da permanência se findará, porque compreenderemos que isso é inevitável.
Laços vão se cortar, outros vão se unir, e ainda bem que a vida é assim: essa eterna gama de possibilidades.
A questão principal é saber se estamos sendo quem queríamos ou quem estamos querendo ser e se estamos com quem gostaríamos de estar. O resto é vida e para ser vivida exige os riscos e desafios de nela estar.