quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Masturbação Mental
Desejos - tencionam
Desejos - transpiram
Desejos - aliviam
Desejos, desejos e mais desejos
Liberdade, libertinagem
Simples assim
As pernas do mundo abertas
Convidam ao sexo
Trepar, trepar e trepar
Uma, duas
Quantas vezes aguentar
Ir profnudamente
E cada vez mais longe
De forma animal
Boa parte das vezes racional
Sem pudores e medo
Á flor da pele
De quatro
Chupar
Sugar
Lançar-se
Fuder o mundo
Engolir as expectativas
Masturbar as possibilidades
Atritar o corpo
Nas canções possíveis
Enfiar na mente
Acordes de teorias
Amplificar os olhares
Dispersar energias
Gozar o/do prazer
Alcançar a realização
Simples, fácil, possível
Masturbação
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Sentir os desejos e deixar aflorá-los
ResponderExcluirSem pudores, sem temores...
Transcender, transbordar...
Até gozar 3, 4, 5 vezes
Da forma íntima e única que dois corpos em contraste podem alcançar
Cor, pele, corpo, prazer...
Saudade, sintomas de...
No teu êxtase poético, ritmado pela fluidez erótica da linguagem, as palavras copulam semanticamente...
ResponderExcluirO verso "gozar o/do prazer" lembrou-me de "como ativa abstração que se fez carne/ a ideia de gozar está gozando", versos do lindíssimo "Amor - pois que é palavra essencial". Teriam inspiração drummondiana esses teus desejos à flor da palavra?
AMOR — POIS QUE É PALAVRA ESSENCIAL
Amor - pois que é palavra essencial
comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,
reúna alma e desejo, membro e vulva.
Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente no corpo a alma expandir-se
até desabrochar em puro grito
de orgasmo, num instante de infinito?
O corpo noutro corpo entrelaçado,
fundido, dissolvido, volta à origem
dos seres, que Platão viu contemplados:
é um, perfeito em dois; são dois em um.
Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transporta
a essa extrema região, etérea, eterna?
Ao delicioso toque do clitóris,
já tudo se transforma, num relâmpago.
Em pequenino ponto desse corpo,
a fonte, o fogo, o mel se concentraram.
Vai a penetração rompendo nuvens
e devassando sóis tão fulgurantes
que nunca a vista humana os suportara,
mas, varado de luz, o coito segue.
E prossegue e se espraia de tal sorte
que, além de nós, além da própria vida,
como ativa abstração que se faz carne,
a idéia de gozar está gozando.
E num sofrer de gozo entre palavras,
menos que isto, sons, arquejos, ais,
um só espasmo em nós atinge o clímax:
é quando o amor morre de amor, divino.
Quantas vezes morremos um no outro,
no úmido subterrâneo da vagina,
nessa morte mais suave do que o sono:
a pausa dos sentidos, satisfeita.
Então a paz se instaura. A paz dos deuses,
estendidos na cama, qual estátuas
vestidas de suor, agradecendo
o que a um deus acrescenta o amor terrestre.
[Drummond]
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